domingo, 17 de março de 2013

Plano de Curso de Língua Portuguesa - 7º ano


PLANO DE CURSO –  7º ANO
Disciplina: Língua Portuguesa

I BIMESTRE

Objetivo Geral:
  • Reconhecer o conto e a crônica no gênero do narrar na especificidade de: intenção, contexto, circunstância comunicativa, conteúdo temático, construção composicional e recursos linguísticos.


Objetivos Específicos:
  • Desenvolver habilidades e estratégias de leitura de textos verbais e não-verbais: índices de previsibilidade, explicação do conteúdo implícito, levantamento de hipóteses, relações de causa e consequência, de temporalidade e espacialidade;
  • Identificar os elementos da narração e do enredo;
  • Comparar textos, buscando semelhanças e diferenças quanto às ideias e à forma;
  •  Aprimorar a leitura oral e a produção textual, exercitando-se a partir de orientações sobre pontuação, entonação e ênfase;
  • Debater temas propostos pelo texto e desenvolver habilidades de expressão, opinião e argumentação oral;
  • Desenvolver a competência comunicativa na língua falada e escrita a partir da gramática normativa;
  • Reconhecer os substantivos e seus determinantes em diferentes situações textuais


Conteúdos:
Estudo da língua:
  •  Língua falada e língua escrita;
  •  O substantivo e seus determinantes;
  •  Formação de palavras;
Unidade suplementar:

  •  I- Competência comunicativa: gramática natural e gramática normativa;
  • II- Ortografia e acentuação gráfica

 Gêneros:
  • 1  - Conto;
  •  2  - Crônica


Metodologia:
  • Aulas expositivas, aulas teórico-práticas com leituras e análises de textos, leitura extraclasse, emprego de recurso audiovisual, trabalhos dirigidos (individuais e em grupos), produção de gêneros textuais por meio de orientação e/ou individuais ou em grupo, aplicação de exercícios.


Recursos didáticos:
  • Livro didático e paradidáticos, quadro branco, pincel para quadro branco, notebook, impressora, fotocopiadora, data show, Tv Prendrive, laboratório de informática, sala de vídeo, sala de leitura, biblioteca, dicionário,  revistas, jornais, cartolinas, Papel A4, papel com pauta, lápis de cor, hidrocor, giz de cera, cola, tesoura, etc.


Avaliação:
  •  O aluno será avaliado através das atividades propostas em sala ou extraclasse, avaliação escrita e conselho de classe.


II BIMESTRE

Objetivo Geral:
  • Reconhecer os diferentes gêneros do relato na especificidade de: intenção, conteúdo temático, contexto, construção composicional, circunstâncias comunicativas e recursos linguísticos.


 Objetivos Específicos:
  • Desenvolver habilidades e estratégias de leitura de textos verbais e não-verbais: índices de previsibilidade, explicação do conteúdo implícito, levantamento de hipóteses, relações de causa e consequência, de temporalidade e espacialidade;
  • Comparar textos, buscando semelhanças e diferenças quanto às ideias e à forma;
  •  Aprimorar a leitura oral e a produção textual, exercitando-se a partir de orientações sobre pontuação, entonação e ênfase;
  •  Debater temas propostos pelo texto e desenvolver habilidades de expressão, opinião e argumentação oral;
  •  Desenvolver a competência comunicativa na língua falada e escrita a partir da gramática normativa;
  • Identificar o verbo e locuções em diferentes situações textuais.


 Contéudos:
Estudo da língua:
  •  Pontuação: uso da vírgula;
  •  Verbo: usos dos tempos verbais; locuções verbais; flexões ( pessoa, número, tempo, modo);  Conjugações.

Unidade suplementar:
  •  III   - Um pouco mais sobre pontuação;
  •  Modelos de conjugação verbal (verbos regulares)

Gêneros:
  •  3  -  Relato e memória: diário, biografia e autobiografia;
  •  4 -  Relato de experiência: diário e registro de viagem.


Metodologia, Recursos Didáticos e Avaliação ( ver I Bimestre)

III BIMESTRE

Objetivo Geral:
  •  Reconhecer as características do texto poético, bem como a notícia como o gênero de relato na especificidade de: intenção, contexto, circunstância comunicativa, conteúdo, construção composicional e recursos linguísticos.


Objetivos específicos:
  •  Desenvolver habilidades e estratégias de leitura de textos verbais e não-verbais: índices de previsibilidade, explicação do conteúdo implícito, levantamento de hipóteses, relações de causa e consequência, de temporalidade e espacialidade;
  •  Aprimorar a leitura oral e a produção textual, exercitando-se a partir de orientações sobre pontuação, entonação e ênfase;
  •  Debater temas propostos pelo texto e desenvolver habilidades de expressão, opinião e argumentação oral;
  • Comparar textos, buscando semelhanças e diferenças quanto às ideias e à forma;
  • Desenvolver a competência comunicativa na língua falada e escrita a partir da gramática normativa;
  • Distinguir poesia e prosa;
  • Identificar os elementos do gênero notícia através da assimilação e produção textual;
  • Conhecer as técnicas de sonoridade e imagem do poema e produzir poemas a partir dessas técnicas;
  • Reconhecer o verbo, advérbio e locução adverbial em diferentes situações textuais;
  • Conhecer os recursos de construção e linguagem figurada em diferentes situações textuais.


Conteúdos:
  • Estudo da língua:
  •  Recursos de construção e linguagem figurada:
  •  Metáfora, personificação, aliteração, trocadilho;
  •  Advérbio e locução  adverbial;
  • Verbo: tempos e aspectos do presente;
  • Formas nominais, locuções verbais.

Unidade suplementar:
  • IV- A escrita e os sons da fala (1);
  • Modelos de conjugação verbal (verbos auxiliares).

Gêneros:
  • 5 – Poemas;
  • 6 – Notícias.


Metodologia, Recursos Didáticos e Avaliação ( ver I Bimestre)

 IV BIMESTRE

Objetivo Geral:
  • Reconhecer a reportagem e o artigo como gênero do relato e do argumento nas suas especificidades.


Objetivos Específicos:
  • Desenvolver habilidades e estratégias de leitura de textos verbais e não-verbais: índices de previsibilidade, explicação do conteúdo implícito, levantamento de hipóteses, relações de causa e consequência, de temporalidade e espacialidade;
  • Comparar textos, buscando semelhanças e diferenças quanto às ideias e à forma;
  • Aprimorar a leitura oral e a produção textual, exercitando-se a partir de orientações sobre pontuação, entonação e ênfase;
  • Debater temas propostos pelo texto e desenvolver habilidades de expressão, opinião e argumentação oral;
  •  Desenvolver a competência comunicativa na língua falada e escrita a partir da gramática normativa;
  • Identificar os elementos do gênero notícia através da assimilação e produção textual;
  • Construir o conceito de sujeito, predicado, bem como identificar os tipos de sujeito em diferentes situações textuais;
  • Observar e reconhecer o papel semântico e estilístico do sujeito e do predicado na construção de textos;
  • Identificar em um texto a frase e a oração;


Conteúdos:
Estudo da língua:
  •  Sujeito e predicado;
  •  Frase e oração;
  • Sujeito e verbo na oração;
  • Tipos de sujeito;
  • Ordem direta e ordem inversa;
  • Ordem frasal.

Unidade suplementar:
  •  V- A escrita e os sons da fala (2): - am e ão;
  • VI- Mas/mais;
  •  Modelos de conjugação verbal ( verbos irregulares).

Gênero:
  • 7- Reportagem;
  • 8- Artigo de opinião.


Metodologia, Recursos Didáticos e Avaliação ( ver I Bimestre)
  
Referência:
Borgatto, Ana Maria Trinconi, Terezinha Costa Hashimoto Bertin,  Vera Lucia de Carvalho Marchezi. Tudo é linguagem: língua portuguesa/ 2 ed. – São Paulo: Ática, 2009.
ISBN  978 85 08 12353 7 (livro do professor) – 7º ano.

sexta-feira, 15 de março de 2013

O existencialismo e o filme o sétimo selo


Por José Salazar - acadêmico de direito

O existencialismo não tem uma corrente filosófica unificada. Iniciada por volta do século XIX, possui profundas diferenças em termo doutrinário, propagava que a crença do pensamento filosófico inicia-se com o pensamento humano, não exatamente  o sujeito pensante mas suas ações, seu sentimentos e a vivência de um ser humano individual. Portanto, a grande separação entre a filosofia existencialista para a filosofia clássica é a oposição ente o concreto e o abstrato. Vale ressaltar que para Jean Sartre o Deus não existente e o homem nasce desprovido de tudo, ou seja, uma ser que nasce antes de todos os conceitos.

A obra o sétimo selo de Ingmar Bergman, mundialmente famosa, retrata exatamente essa fase do existencialismo, a inexistência de Deus e a buscar do verdadeiro sentido da vida. Lançada em 1957 próximo à segunda guerra mundial, das ameaças nucleares e dos traumas holocaustos, é em meio a esse clima a produção do filme o sétimo selo. Após ser convidado para uma partida de xadrez, Block se questiona durante toda a trama sobre o significado da vida enquanto tenta ganhar o jogo com a morte.

O primeiro ponto onde podemos identificar o existencialismo no filme esta no início, quando o cavaleiro ora a Deus e logo após aparece a morte. Pode se notar que o ator reza em vão e que a única verdade certa é o jogo com a morte. O filme todo ronda em torno da busca para o sentido da vida, se realmente existe Deus. O jogo de xadrez com a morte caracteriza-se como uma sátira perfeita ao que Sartre entende sobre a vida, onde se é livre para fazer escolhas, mas que inevitavelmente, independente de nossas escolhas, nunca se escapa da morte que vem para representar o absurdo da vida.

Bibliografia:
CABRERA, Julio. O cinema pensa: uma introdução à filosofia através dos filmes. Rio de Janeiro: Rocco, 2006.
SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada. Petrópolis: Vozes, 1997

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Uso do Eu, Mim ou Me

EU funciona como sujeito (antes do infinitivo), final de frase (com palavra de exclusão ou inclusão)
Exemplos:
Sujeito (antes do infinitivo): Isto é para eu fazer.
Final de frase (com palavra de exclusão ou inclusão): Todos foram ao cinema, menos eu.

MIM funciona como complemento (final de frase), depois de ENTRE e antes do infinitivo (na ordem indireta).
Exemplos
Complemento (final de frase): Isto é para mim.
Depois de entre: Entre mim e você nada há.
Antes do infinitivo (na ordem indireta): Para mim, fazer isto é fácil.

ME- usa-se entre dois verbos.
Exemplo: Permita-me abrir o envelope.

ATIVIDADES

1.Complete com “eu” ou “mim”:

- eles chegaram antes de ____ .
- há algum trabalho para _____ fazer?
- há algum trabalho para _____ ?
- ele pediu para _____ elaborar alguns exercícios;
- para _____, viajar de trem é uma aventura deliciosa;

a) mim – mim – mim – mim – mim;
b) mim – eu – eu – eu – mim;
c) eu – eu – mim –mim – eu;
d) eu – mim –eu – mim – eu;
e) mim – eu – mim – eu – mim.

2.Complete as lacunas com o pronome adequado:


“Este encargo é para _________ assumir sozinho, sem que se repartam as responsabilidades
entre __________ .”


a) mim - eu e ti;
b) mim - mim e tu;
c) mim - mim e ti;
d) eu - eu e ti;
e) eu - mim e ti.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Uso do Mal e Mau - Atividades

MAL: é advérbio antônimo de bem.
Exemplo: Ele procedeu mal
               Qual a origem do mal?

Observação: Também pode ser conjunção temporal (LOGO QUE)
Exemplo: Mal deitou, bateram à porta / Logo que deitou, bateram à porta.

MAU: é adjetivo antônimo de bom.
Exemplo: Sempre foi mau pagador.
               O mau tempo nos atrapalhou.

Atividades:
1. Use MAL ou MAU, conforme o caso.
a) Caiu de _____ jeito.
b) Antes só do que ______ acompanhado.
c) Vestido ____ feito.
d) Não leves a ____ o que estou dizendo.
e) Este prédio foi ____ construído.
f) Não há ____ que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.
g) Que moço ____ educado!
h) Tem paciência, nem sempre o tempo será ____.
i) Não lhes dê ____ conselho.
j) Um sapato ____ fabricado é um ____ sapato.
k) Um ____ colega procede ____ e é ____ amigo.
l) ____ saiu de casa, a tempestade começou.
m) O caso está ____ contado.
n) Todos se retiraram, ____ começou o filme.
o) Ele sempre foi ____ pagador.
p) Proceder assim é de _____ amigo.
q) Não admito que falem ____ de meus amigos.
r) Ele ____ sabe o que espera.
s) De quem sempre foi ____, espera-se todo ____.
t) Pratique o bem e evite o ____.

2. Assinale a alternativa em que as formas completam corretamente as lacunas das frases abaixo, pela ordem:
- Quando ____ assessorado, o governante comete muitos erros.
- O Chapeuzinho Vermelho conseguiu escapar do lobo ____.
- Devemos praticar o bem e evitar o ____.
- Quando está de ____ humor, ninguém o suporta.

a) mal, mau, mau, mau;
b) mau, mal, mal, mal;
c) mal, mau, mal, mau;
d) mau, mau, mal, mal;
e) mal, mal, mau, mau.

3. Empregue mal ou mau:
- Ele não é um sujeito tão ____ assim.
- Acontece, porém, que ela se acostumou ____.
- Ele é um ____ elemento.
- Ela vai se dar ____.
- O aluno foi ____ nos exames.

A alternativa que preenche corretamente as lacunas é:
a) mau, mau, mal, mal, mau;
b) mal, mau, mau, mal, mal;
c) mal, mal, mau, mal, mal;
d) mau, mal, mau, mal, mal;
e) mau, mau, mau, mal, mal;

GABARITO
1. a) mau b) mal c) mal d) mal e) mal f) mal g) mal h) mau i) mau j) mal/mau k) mau/mal/mau l) mal m) mal n)  mal o) mau p) mau q) mal r) mal s) mau/mal t) mal

2. Alternativa C

3. Alternativa D

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Análise didática do filme Uma Professora muito maluquinha

O filme “Uma professora muito maluquinha”, adaptação do livro do mesmo nome, de Ziraldo, mostra a história de uma professora (Paola Oliveira) que, recém-formada, passou a lecionar numa escola primária. Com uma metodologia diferente do tradicional, seu método agrada aos alunos, mas incomoda pais e, principalmente, as professoras tradicionalistas da escola.

A trama acontece no início da década de 40, período da II Guerra Mundial. No Brasil, ocorre o fim da ditadura de Getúlio Vargas. No contexto educacional, a tendência tradicional deixa sua influência sobre a prática docente, mas uma nova tendência passa a ser discutida: a Renovadora não diretiva (Escola nova). Nesta pedagogia, a manifestação das práticas pedagógicas, bem como o papel da escola e a relação professor-aluno se contrapõem a tendência tradicional, onde o professor é autoritário e transmissor do conhecimento e o aluno, um mero receptor.

Embora não faça parte do período em que a história se desenvolve, Ziraldo transporta para o ambiente educacional o modelo construtivista. A professora Catarina é uma mediadora do conhecimento e com suas aulas dinâmicas fazia com que os alunos participassem ativamente do próprio aprendizado mediante a experimentação, pesquisa, desenvolvimento do raciocínio, entre outros. Através dessas ações, os alunos construíam o saber a partir da própria interação com o meio em que vivem, fazendo parte dele, ainda que fosse de maneira contextualizada.

Catarina não fazia uso da rigidez nos procedimentos de ensino, não dava importância a avaliação obrigatória e nem fazia uso de material pedagógico que lhe parecesse improdutivo. Sua preocupação didática estava em despertar o interesse e prender a atenção dos alunos, para que assim pudessem assimilar o conteúdo e adquirir o conhecimento.

Através do seu olhar sensível, consegue superar as dificuldades advindas do meio ao qual a escola está inserida. Por meio do fazer pedagógico, a professora fazia com que os conteúdos estivessem conectados à realidade do aluno, ainda que o assunto fosse História Antiga. Sabia contextualizar com a vida e valorizava as potencialidades de cada um.

Em oposição a essa prática pedagógica estava o ensino tradicional das professoras sérias e carrancudas e da diretora da escola, que seguem regras aprovadas pela Educação. O apego ao tradicionalismo é tão forte que há um desprezo pela maneira de ensinar da professora Catarina. As professoras percebiam as mudanças pelo comportamento e interesse dos alunos, mas a inflexibilidade de suas posturas falava mais alto e se levantaram contra Catarina, exigindo providências sobre o seu “estranho” jeito de ensinar, pois consideravam uma subversão. Mas o compromisso que Catarina tinha com o seu trabalho e seus alunos não deixava tempo para se importam com isso.

A atuação da “professora maluquinha” também sofria interferência do Padre Beto, supervisor da escola, que a repreende por conta da queixa das outras professoras. Todavia, sua superação vai além dos encalços daqueles que se desagradavam, pois mesmo numa época em que a tecnologia não estava presente, ela conseguia aproximar sua prática pedagógica à realidade dos alunos e assim, fugia da acomodação e da postura conservadora tão defendida por suas colegas de trabalho.