sábado, 10 de maio de 2008

Homenagem às MÃES

10 de maio de 2008. Nesta data, milhares de mães receberão o carinho de seus filhos num gesto de gratidão àquela que ofereceu o amor e cuidados tão essenciais.
Atualmente, percebemos que o mundo precisa de amor. Os filhos precisam de amor, e amor incondicional. Os males que acontecem em nossa sociedade acontecem por falta de amor. Um coração que recebeu o amor na medida certa será incapaz de fazer o mal. Hoje em dia, deve-se amar com responsabilidade. Deve-se amar e saber dizer não quando é preciso, amar e saber ser firme e resoluto no momento certo, nada de mimo, carícia em excesso, está mais que provado que filho mimado é dor de cabeça mais tarde.

Essa poesia tem marcado minha vida e sempre lembro de minha mãezinha quando a leio. Em homenagem às mães, resolvi postá-la aqui.

"Uma mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus e muito de anjo pela incansável solicitude dos cuidados seus; uma mulher que ainda jovem, tem a tranqüila sabedoria de uma anciã e, na velhice, o admirável vigor da juventude; se de pouca instrução, desvenda com intuição inexplicável os segredos da vida e, se muito instruída age com a simplicidade de menina; uma mulher que sendo pobre, tem como recompensa a felicidade dos que ama, e quando rica, todos os seus tesouros daria para não sofrer no coração a dor da ingratidão; sendo frágil, consegue reagir com a bravura de um leão; uma mulher que enquanto viva, não lhe damos o devido valor, porque ao seu lado todas as dores são esquecidas; entretanto quando morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para vê-la de novo ao menos por um só momento, receber dela um só abraço e ouvir de seus lábios uma só palavra. Dessa mulher não me exijas o nome, se não quiseres que turve de lágrimas esta lembrança, porque... já a vi passar em meu caminho. Quando teus filhos já estiverem crescidos, lê para eles estas palavras. E, enquanto eles cobrem a tua face de beijos, conta-lhes que um humilde peregrino, em paga da hospedagem recebida, deixou aqui para todos o esboço do retrato de sua própria mãe."

Tradução do original de D. Ramóm Angel Jara Bispo e Orador Chileno