domingo, 21 de setembro de 2008

Abaixo a Politicalha!

Em ano de eleição, é preciso entender que as campanhas políticas são necessárias, pois através delas conhecemos o melhor o candidato e suas propostas. Todavia, tenho percebido que algumas pessoas não gostam dessa época de eleição, estufa o peito e diz: “Eu não gosto de política”. Às vezes, compreendo esse desprezo do eleitor por um momento tão importante, eles vêem o desrespeito dos próprios políticos por aquilo que deveriam tratar com seriedade. Candidatos e candidatos entram nos lares diariamente através do rádio, televisão ou até pessoalmente, e o que boa parte das pessoas sentem é como se fossem um mero objeto, um produto humano prioritário para a eleição, mas que após o período político são descartados e esquecidos por aqueles que lhe estendem a mão durante a campanha. A impressão que temos é que a indústria da exploração de eleitores está armada, cujo único interesse é o benefício pessoal ou de uma minoria. Perdem-se o respeito pelas famílias, confundem a cabeça do eleitor e o que era apenas para ser um processo político, vira politicalha.
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Política e politicalha não se confundem, não se parecem e não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, excluem. A política é a arte de gerir o Estado segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, tradições respeitáveis. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. O eleitor deve sempre separar a política da politicalha, porque assim como há maus profissionais na área de saúde, educação, segurança, há maus políticos que usam de artimanhas vis e reprováveis pelo objetivo de sucesso no poder. Rompem os laços com a ética, a moral e distorcem os valores construídos por aqueles que prezam pela verdade e justiça, através de uma política séria e em defesa da população.
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Não é preciso amar a política, mas é preciso entender que todos somos sujeitos políticos. A política está em cada um de nós, e diariamente ela se manifesta nas relações mais simples como nas mais complexas. É preciso assumir a responsabilidade de buscar, através do voto, o bem estar da nossa família, do vizinho, do bairro e de toda a população. É preciso entender que enquanto houver a compra de voto, as trocas de favores e promessas sensacionalistas existirá o mau político, que faz a política adoecer e o povo perecer, pois o que é mais pior para uma sociedade do que ser regida por políticos despreparados, incompetentes e inescrupulosos? Reconhecer o trabalho de um bom político não é o suficiente, é preciso colocar nele a nossa esperança de uma vida melhor, pois é através de suas ações que uma cidade se desenvolve e oferece uma melhor qualidade de vida. Se maus políticos existem, é conseqüência da ausência de uma consciência coletiva, visto que um ser consciente não se ilude com as retóricas dos que fazem politicalha e enganam a população com falsas promessas.
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Abaixo a politicalha! Vamos dizer não aqueles que fazem de uma época tão importante uma banalização sem proporção e respeito com os eleitores! Não somos objetos, o poder e o conhecimento também nos pertencem! A campanha política vai passar, mas é preciso estar consciente de que as nossas decisões se refletirão em vários anos. Vamos lá, eleitor! Vamos construir sonhos e não pesadelos!